Nas eleições Legislativas de 2011, o CDS-PP obteve um bom resultado na freguesia dos Anjos com 679 votos expressos e 13,22%. Apesar da abstenção ter aumentado o CDS-PP teve mais 58 votos e cresceu 1,36%, consolidando-se como a terceira força política da freguesia e contribuindo para um histórico momento, em Lisboa, com a eleição de 7 deputados.
Obrigado a todos que contribuíram para este resultado.
Queremos continuar a merecer a sua confiança, queremos crescer, vamos crescer.
Agora, é hora de voltar ao trabalho!
Sabia que, por exemplo, as actuais freguesias de Anjos, S. Jorge de Arroios e Pena vão dar origem a uma única freguesia?
A Tertúlia do Mercado, uma iniciativa mensal de debate promovida pela Junta de Freguesia dos Anjos, abordará no próximo dia 23 de Fevereiro de 2011, pelas 21h00, um tema particularmente significativo para a população da cidade: A Reforma Administrativa de Lisboa.
A constituição de novas Freguesias, a partir da fusão de algumas das existentes, votada na Reunião de Câmara Municipal de 26 de Janeiro, fruto da mudança radical do quadro demográfico, social, económico e cultural, assim como da estrutura física e rede de acessibilidades da própria cidade. Esta reforma deverá ser objecto de uma ampla discussão pública. A Junta de Freguesia dos Anjos procura contribuir para que este debate seja de facto público, permitindo a reflexão sobre o território, competências e financiamento do novo modelo autárquico e promovendo uma verdadeira democracia participativa.
Para tal contaremos com a presença de personalidades da vida política do Concelho de Lisboa:
Rui Paulo Figueiredo, Presidente da Concelhia do PS,
João Gonçalves Pereira, Presidente da Concelhia do CDS-PP,
António Prôa, líder do grupo da bancada municipal do PSD e
Ruben de Carvalho, Vereador da CML, eleito pelo PCP.
O evento terá lugar na Biblioteca da Junta de Freguesia dos Anjos, Mercado do Forno do Tijolo (Rua Maria da Fonte).
Os camaradas bolcheviques não param de vandalizar o cartaz do CDS-PP. É reconfortante saber que os incomodamos.
O livro «Adelino Amaro da Costa - histórias de uma vida interrompida» da autoria de Maria do Rosário Carneiro (irmã do biografado) e da jornalista Célia Pedroso vai ser apresentado no Gremio Literário na próxima Segunda-feira, 25 de Outubro, às 18:30.
Adelino Amaro da Costa foi um dos fundadores do CDS, em Julho de 1974. Na Constituinte e na Assembleia da República é lembrado como um dos mais brilhantes parlamentares a seguir ao 25 de Abril. O ideólogo do centrismo foi também o estratega que esteve por detrás do acordo com o PS em 1978 e da iniciativa para a constituição da Aliança Democrática, em 1979. Morreu aos 37 anos, a 4 de Dezembro de 1980, em Camarate, no Cessna onde viajava com Sá Carneiro.
Esta é a primeira biografia de Adelino Amaro da Costa, uma personalidade extraordinária que deixou uma obra e um percurso singular que faltava contar. Da infância na Madeira aos anos no Liceu de Camões, do curso no Instituto Superior Técnico, às aulas que leccionou de Introdução à Universidade. Nos anos 60, destacou-se no jornalismo universitário, no Tempo. Comunicador de excelência, escreveu sempre colunas e artigos em jornais como o Diário Popular, O Século, Expresso, O Jornal, entre outros. Conheceu Freitas do Amaral na Marinha, deu aulas no Técnico e foi um colaborador próximo e fundamental de Veiga Simão na Reforma Educativa. No CDS foi sempre o número 2 do partido, formando uma dupla insubstituível com Freitas do Amaral.
A sua história de vida é também um exemplo de dedicação ao serviço do público e do bem comum - sempre com um sorriso e um optimismo resistente às adversidades.
O CDS-PP e o PSD apresentaram conjuntamente a moção «Intendente: Mais Vigilância, Menos Medo» na Assembleia de Freguesia dos Anjos de 30 de Setembro de 2010.
Submetida a votação, foi aprovada com os votos do CDS-PP, PSD e um vogal independente eleito na lista do PS. Votaram contra o PCP e o BE. De assinalar a surpreendente abstenção do PS numa moção sobre uma proposta participada e votada favoravelmente pelo PS na CML e na AML. Os socialistas da freguesia dos Anjos demonstraram a sua indiferença perante as medidas de protecção adoptadas para esta área da cidade. Ficou em acta.
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MOÇÃO «INTENDENTE: MAIS VIGILÂNCIA, MENOS MEDO»
Subscrita pelo CDS-PP e PSD
A Constituição da República Portuguesa consagra a segurança das pessoas como um direito das populações e um dever do Estado.
Embora a segurança não seja directamente competência das autarquias locais, a verdade é que as Câmaras Municipais têm vindo a ter cada vez mais responsabilidades na defesa das suas populações face à criminalidade, como a Lei nº 1/2005, de 10 de Janeiro veio a reconhecer, para além do exercício das suas demais competências próprias que, de forma directa ou indirecta, contribuem para a segurança da comunidade.
A zona do Intendente, em pleno centro de Lisboa, após a intervenção urbana efectuada no Casal Ventoso, passou a ser o novo hipermercado da droga na capital, com uma constante presença de toxicodependentes, traficantes e consumidores.
Esta nova realidade juntou-se à prostituição já existente no Intendente e contribuiu para um claro aumento da criminalidade, em particular a ligada à toxicodependência, como os furtos, roubos, em particular os roubos por esticão, assaltos a residências e estabelecimentos comerciais;
Instalou-se no Intendente um clima de medo e insegurança que se estendeu ao resto da Freguesia e também às Freguesias limítrofes afectando toda a comunidade, desde os residentes aos comerciantes.
Seduzidos pela CML e pelos anúncios de revitalização da zona, ocorreram pequenos e médios investimentos imobiliários. Alguns casais jovens, com recursos limitados, que não queriam sair de Lisboa, compraram casa, pequenos investidores compraram habitações para renovar e arrendar, e também se assistiu à inauguração de um hostel e uma residência para estudantes estrangeiros, que agora se sentem defraudados pela autarquia e demais poderes públicos.
Existe uma população idosa e com poucos recursos económicos a qual, a partir do final da tarde perante este clima de insegurança que os rodeia, fica refém dentro de casa. Além disso, é reconhecido que o número de efectivos é escasso para as necessidades de segurança nesta zona.
A videoprotecção, desde que respeitado um conjunto de pressupostos e garantidas as relevantes liberdades, dá efectiva garantia de melhoria do sentimento de segurança aos cidadãos, assim como a todo o tecido social, constituindo simultaneamente uma ferramenta no combate ao crime, de maior utilidade para as forças de segurança. Estas garantias estão já comprovadas nas várias zonas actualmente vigiadas através de câmaras.
A Junta de Freguesia dos Anjos, liderada por um executivo PSD/CDS/PCP, tem alertado, sucessivamente, a Câmara Municipal de Lisboa para os vários problemas que afectam o Intendente, exigindo que o Município apresente uma solução integrada que termine, de uma vez por todas, com esta “chaga social”.
Assim, o CDS apresentou, em Maio de 2010 em reunião da Câmara Municipal de Lisboa, uma proposta de colocação de um sistema de videovigilância na zona do Intendente, de acordo com a Lei nº 1/2005, que foi integrada e aprovada na reunião de Câmara do passado dia 8 de Setembro. A proposta de videovigilância, submetida à Comissão Nacional de Protecção de Dados, inclui toda a zona da Baixa e a eixo Avenida Almirante Reis (do Martim Moniz à Praça do Chile), incluindo o Largo do Intendente.
No entanto, o CDS-PP e o PSD entendem que apenas a videovigilância, por si só, não fará com que a zona do Intendente se transforme. É necessária a revitalização de todo o espaço, nomeadamente a nível do comércio, urbanismo, mobilidade e espaço público.
O PSD e o CDS-PP pretendem que a vivência do Intendente seja digna, harmoniosa, segura e humana.
Face ao exposto, o CDS-PP e o PSD, na Assembleia de Freguesia dos Anjos, solicitam à Câmara Municipal que:
1. Interceda, junto da PSP, para a rápida transferência e abertura da 1ª Divisão da PSP para o Palácio Folgosa (Rua da Palma);
2. Proceda à urgente revitalização e requalificação urbana do Largo e zona limítrofe, primeiro dando o exemplo nos edifícios propriedade da CML;
3. Restrinja o licenciamento e horário dos bares, pensões e outros estabelecimentos de prática comercial duvidosa;
4. Elabore um plano de instalação de comércio e serviços, bem como de políticas de incentivo para instituições que procuram um espaço para as suas actividades sociais;
5. Forneça a esta Assembleia de Freguesia, com periodicidade semestral, os necessários dados que permitam avaliar do sucesso, ou insucesso, do programa de videoprotecção instalado.
Depois da colocação do cartaz e da acção de rua que envolveu o Presidente do Partido, Paulo Portas, e os Presidentes da Distrital e Concelhia de Lisboa, Telmo Correia e João Gonçalves Pereira, começou hoje a ser distribuído, por via postal, a todos os residentes e comerciantes da freguesia dos Anjos o folheto com as propostas do CDS-PP para devolver o Intendente à cidade.
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Cara(o) concidadã(o) dos Anjos,
O CDS-PP foi o primeiro partido a defender a instalação de um sistema de videovigilância no Intendente, como forma de travar a insegurança na nossa Freguesia, fruto de décadas de indecisão e abandono político desta zona da cidade de Lisboa.
Nós, CDS-PP, conseguimos que o sistema de videovigilância fosse aprovado com os votos favoráveis do PS, o voto contra do PCP e a abstenção do PSD – o que muito estranhamos.
Jogo clandestino, prostituição e tráfico de droga mantêm uma população refém em casa, interferem no descanso dos residentes e torna-os tementes pela sua integridade física e dos bens. O ruído fora de horas, os assaltos e a violência são cada vez mais parte do dia-a-dia deste bairro.
Inconformado com a situação, o CDS-PP exigiu ao Dr. António Costa que tome medidas que restituam a liberdade e a segurança aos cidadãos, punindo quem pratica actividades criminosas.
Conseguimos a introdução do sistema de videovigilância
Falta ainda:
O CDS-PP actua firmemente no sentido de devolver o Intendente à cidade, aos seus habitantes e comerciantes. Os autarcas do CDS-PP comprometem-se a continuar a lutar na Câmara Municipal de Lisboa, na Assembleia Municipal de Lisboa e na Junta de Freguesia dos Anjos para que a vivência no Intendente seja digna, harmoniosa, segura e humana.
Junte-se a nós e ajude-nos a dar uma nova vida ao Intendente!
Júlio Sequeira
representante do CDS-PP
na Freguesia dos Anjos
Foi aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa a moção do CDS-PP «Intendente: mais vigilância, menos medo». Votaram a favor: CDS-PP, PSD, PS, PPM, MPT. Votos contra: PCP, BE e independentes.
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A Constituição da República Portuguesa consagra a segurança das pessoas como um direito das populações e um dever do Estado.
Embora a segurança não seja directamente competência das autarquias locais, a verdade é que as Câmaras Municipais têm vindo a ter cada vez mais responsabilidades na defesa das suas populações face à criminalidade, como a Lei nº 1/2005, de 10 de Janeiro veio a reconhecer, para além do exercício das suas demais competências próprias que, de forma directa ou indirecta, contribuem para a segurança da comunidade.
A zona do Intendente, em pleno centro de Lisboa, após a intervenção urbana efectuada no Casal Ventoso, passou a ser o novo hipermercado da droga na capital, com uma constante presença de toxicodependentes, traficantes e consumidores.
Esta nova realidade juntou-se à prostituição já existente no Intendente e contribuiu para um claro aumento da criminalidade, em particular a ligada à toxicodependência, como os furtos, roubos, em particular os roubos por esticão, assaltos a residências e estabelecimentos comerciais;
Instalou-se no Intendente um clima de medo e insegurança que se estendeu ao resto da Freguesia e também às Freguesias limítrofes afectando toda a comunidade, desde os residentes aos comerciantes;
Seduzidos pela CML e pelos anúncios de revitalização da zona, ocorreram pequenos e médios investimentos imobiliários. Alguns casais jovens, com recursos limitados, que não queriam sair de Lisboa, compraram casa, pequenos investidores compraram habitações para renovar e arrendar, e também se assistiu à inauguração de um hostel e uma residência para estudantes estrangeiros, que agora se sentem defraudados pela autarquia e demais poderes públicos.
Existe uma população idosa e com poucos recursos económicos a qual, a partir do final da tarde perante este clima de insegurança que os rodeia, fica refém dentro de casa. Além disso, é reconhecido que o número de efectivos é escasso para as necessidades de segurança nesta zona.
Não só no concelho de Lisboa mas tem todo o País, o CDS defende um plano nacional de videoprotecção, através de uma proposta que será apresentada à Assembleia da República na próxima sexta-feira, que pretende que nos próximos 90 dias o Governo, ouvindo as forças de segurança, determina quais as zonas mais problemáticas, de maior risco, em que fará sentido a existência de câmaras de videoprotecção.
A videoprotecção, desde que respeitado um conjunto de pressupostos e garantidas as relevantes liberdades, dá efectiva garantia de melhoria do sentimento de segurança aos cidadãos, assim como a todo o tecido social. Estas garantias estão já comprovadas nas várias zonas actualmente vigiadas através de câmaras.
A Junta de Freguesia dos Anjos, liderada por um executivo PSD/CDS, tem alertado, sucessivamente, a Câmara Municipal de Lisboa para os vários problemas que afectam o Intendente, exigindo que o Município apresente uma solução integrada que termine, de uma vez por todas, com esta “chaga social”.
Assim, o CDS apresentou, em Maio de 2010 em reunião da Câmara Municipal de Lisboa, uma proposta de colocação de um sistema de videovigilância na zona do Intendente, de acordo com a Lei nº 1/2005, proposta essa que foi bem aceite pelo Presidente da Câmara de Lisboa.
Na reunião de Câmara do passado dia 8 de Setembro, o executivo apresentou uma proposta de videovigilância e sua submissão à Comissão Nacional de Protecção de Dados, a qual inclui toda a zona da Baixa e a eixo Avenida Almirante Reis (do Martim Moniz à Praça do Chile), incluindo o Largo do Intendente. A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do PS, CDS, a abstenção do PSD e os votos contra do PCP e do Vereador José Sá Fernandes.
No entanto, o CDS entende que apenas a videovigilância, por si só, não fará com que a zona do Intendente se transforme. É necessária a revitalização de todo o espaço, nomeadamente a nível do comércio, urbanismo, mobilidade e espaço público.
O CDS pretende que a vivência do Intendente seja digna, harmoniosa, segura e humana.
Face ao exposto, o Grupo Municipal do CDS-PP solicita à Câmara Municipal que:
1. Que interceda, junto da PSP, para a rápida transferência e abertura da 1ª Divisão da PSP para o Palácio Folgosa (Rua da Palma);
2. Proceda à urgente revitalização e requalificação urbana do Largo e zona limítrofe, primeiro dando o exemplo nos edifícios propriedade da CML;
3. Restrinja o licenciamento e horário dos bares e pensões de prática comercial duvidosa;
4. Elabore um plano de instalação de comércio e serviços, bem como de políticas de incentivo para instituições que procuram um espaço para as suas actividades sociais;
5. Forneça a esta Assembleia Municipal, com periodicidade semestral, os necessários dados que permitam avaliar do (in)sucesso do programa de videoprotecção instalado.
Lisboa, 20 de Setembro de 2010
O Grupo Municipal do CDS/PP
Adolfo Mesquita Nunes
O CDS-PP vai propor um plano nacional de videovigilância, para obrigar o governo a seleccionar as zonas mais problemáticas do país. O anúncio foi feito por Paulo Portas numa visita à zona do Intendente em Lisboa.
Veja aqui o vídeo.
O CDS-PP foi o primeiro partido político a defender a instalação de um sistema de videovigilância no Intendente, como forma de travar a insegurança na nossa Freguesia.
notícia da Lusa
«O CDS-PP quer um plano nacional de videovigilância para obrigar o Governo a seleccionar as zonas do país mais problemáticas a nível de segurança e que devem ter câmaras de controlo, anunciou hoje o líder do partido. "O CDS leva sexta feira ao parlamento um plano nacional de vídeo-protecção que pretende que nos próximos 90 dias o Governo, ouvindo naturalmente as forças de segurança, determine quais são as zonas problemáticas, de maior risco, onde faz sentido a existência de câmaras de vídeo-protecção", afirmou Paulo Portas aos jornalistas à margem de uma visita à zona do Intendente, em Lisboa.
Sob proposta dos democratas cristãos, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou, com os votos favoráveis do PS, a instalação de um sistema de videovigilância para esta zona da capital, que será ainda sujeito à apreciação da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD). "A lei determina que é preciso a autorização da CNPD, que tem sido restritiva. Para mim, o que é evidente é que o país tem insegurança e criminalidade a mais. No Porto, em Coimbra e em Fátima, a redução da criminalidade foi de cinco, 10 e 20 por cento. Se é possível reduzir a criminalidade, se ajuda o comércio e os cidadãos eu não vejo como é que é possível continuar a dizer que não só porque não", comentou Paulo Portas.
O líder do CDS, que opta pelo conceito de vídeo-protecção em vez de videovigilância, lembra que em outros países da Europa este tipo de sistemas está vulgarizado e "respeita os direitos, liberdades e garantias". "A existência de vídeo-proteção em zonas problemáticas ou zonas comerciais é dissuasora da criminalidade e sobretudo permite à polícia ter apoio de uma prova em tribunal", frisou. O presidente da concelhia de Lisboa do CDS, João Gonçalves Pereira, lembrou que ainda que zona do Intendente tem problemas de "ordem social e de saúde pública, como a droga e toxicodependência", que aumentam a sensação de insegurança de moradores e comerciantes.
Aliás, o representante do CDS na Junta de Freguesia dos Anjos, Júlio Sequeira, afirmou à agência Lusa que os habitantes se mostram favoráveis à videovigilância na zona. Apesar de o PSD se ter abstido na votação do projecto para o Intendente, Júlio Sequeira adiantou que o presidente da Junta de Freguesia, que é social-democrata, é favorável à instalação do sistema. Já o líder da concelhia de Lisboa do CDS salientou a necessidade de instalar uma esquadra da PSP na freguesia dos Anjos. "A Câmara Municipal já disponibilizou o edifício ao Ministério da Administração Interna, mas o ministro parece que não ouve o presidente da câmara e número dois do PS", lamentou João Gonçalves Pereira em declarações à Lusa.» psalg
Por intervenção do vereador do CDS-PP, António Carlos Monteiro, a proposta de instalação de videovigilância aprovada na CML integrou o Intendente (a zona não tinha sido incluída na primeira proposta que a Câmara fez para videovigilância na Baixa, chumbada pela Comissão Nacional de Protecção de Dados).
A proposta foi aprovada com os votos do PS e CDS-PP, a abstenção do PSD e dos vereadores Fernando Nunes da Silva (independente, eleito na lista do PS) e Helena Roseta (independente, eleita na lista do PS) e os votos contra do PCP e do vereador José Sá Fernandes (independente, que também integra a maioria liderada por António Costa).
O projecto aprovado inclui 50 câmaras espalhadas por 10 freguesias e terá de ser ainda submetido à Comissão Nacional de Protecção de Dados.
As câmaras de vídeo instaladas na Freguesia dos Anjos cobrem as seguintes artérias: Av. Almirante Reis, Largo do Intendente, Rua Álvaro Coutinho, Rua Andrade, Rua Angola, Rua dos Anjos, Rua Febo Moniz, Tv. Cruz dos Anjos, Tv. Cidadão João Gonçalves, Tv. do Desterro e Tv. do Maldonado.
António Carlos Monteiro lamentou a não inclusão neste sistema de outros “pontos negros” da Freguesia, nomeadamente a Rua Regueirão dos Anjos.
Foi retirada da ordem de trabalhos uma proposta do vereador do CDS-PP, António Carlos Monteiro, para reabrir o Largo do Intendente ao tráfego.
Com a retirada, pretende-se aguardar por conclusões do plano de requalificação que está a ser desenvolvido para a Mouraria/Intendente.
António Carlos Monteiro, disse, contudo, que teve conhecimento pela Junta de Freguesia de que o Largo iria ser reaberto ao trânsito, após a requalificação urbana prevista. A proposta defende que “o facto de ter deixado de haver circulação automóvel contribuiu em grande medida para tornar a zona ainda mais fechada e potenciou que todo o tipo de delinquentes se tenham ‘apropriado’ da rua”.
A proposta teve o início no seguimento dos alertas dados pelo Secretário da Junta de Freguesia dos Anjos, do CDS-PP, Júlio Sequeira, relacionados com o aumento significativo da degradação urbana do Largo, tráfico de droga e assaltos, tendo exigido a par do CDS na Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa, a rápida abertura da Esquadra da 1ª Divisão no Palácio Folgosa.
De dia ou de noite, a prostituição e o tráfico de droga continuam a marcar o quotidiano do Largo do Intendente, em Lisboa. Moradores e Junta de Freguesia garantem que o cenário é cada vez mais preocupante.
João Grave, o autarca dos Anjos, teme inclusive o aparecimento de milícias populares. “Viver no Intendente é viver como refém dentro da própria casa. As pessoas sentem-se tão inseguras que têm medo de sair, sobretudo à noite”, reforça, por sua vez, Júlio Sequeira, secretário da Junta dos Anjos.
Almeida da Silva é um dos poucos moradores que ainda se mantém no Largo do Intendente. Vive ali há 40 anos e lamenta que não haja soluções capazes de fazer desaparecer o flagelo da prostituição e da droga. “Prostituição sempre houve, mas a droga não. O desaparecimento do Casal Ventoso veio piorar esta triste realidade. Depois das 18 horas nunca saio de casa”, sublinha.
O problema da insegurança foi, recentemente, tema de debate entre a Junta de Freguesia, moradores, comerciantes, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Simonetta Luz Afonso, e representantes do executivo da Câmara e PSP. Outros encontros se seguirão. “Não vamos deixar cair este assunto”, frisa Júlio Sequeira.
Segundo o secretário da Junta, as queixas relativas a furtos, roubos e agressões sucedem-se. Avança que, “a partir de certa hora, o sexo e o consumo de drogas é feito até nas escadas dos prédios”. Júlio Sequeira explica que, perante tudo isto, a PSP alega “não ter meios e efectivos para estar em todo o lado ao mesmo tempo”.
Além da PSP, também a Polícia Municipal tem intensificado a sua presença. Mas a actuação dos agentes está a suscitar algum descontentamento. Há vários anos que o estacionamento foi proibido no largo, mas, pouco a pouco os carros estão a voltar. Alguns moradores e lojistas que ali estacionam têm visto os seus carros serem multados. Outros há, que apesar de estarem em transgressão e sem qualquer dístico, passam ao lado das multas, como constatou o JN.
Isabel Teixeira, da loja/fábrica de Azulejos da Viúva Lamego, há muito que aguarda autorização para estacionar no largo, em frente à loja. Apenas o pode fazer na Rua dos Anjos e na Travessa Cidadão João Gonçalves. No início de Março foi multada. “Sabiam que era o meu carro, mas esperaram eu sair para almoço para me passarem a multa”. O mesmo tem acontecido com clientes da loja. “Por vezes são grandes encomendas e estamos a falar de materiais pesados e delicados”, explica.
Confrontado pelo JN sobre a ausência de regras claras na questão do estacionamento, André de Jesus Gomes, comandante da Polícia Municipal, assegurou que vai “averiguar em pormenor o que se passa” com a Junta de Freguesia.
Entretanto, a Câmara decidiu integrar o Intendente na proposta que está a elaborar para a criação de videovigilância na zona da Baixa. António Costa, presidente da autarquia lisboeta, já veio garantir que intervir no Intendente é uma ?questão prioritária?.
Jornal de Notícias / Telma Roque / 2010-07-05
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